Cleyson Dellcorso

Humanização no Trabalho – Pessoas e empresa lado a lado

Com a humanização no trabalho pode ocorrer que a empresa se torne menos lucrativa?

Certamente que não. A humanização da gestão proporciona um melhor ambiente organizacional e os colaboradores sentem maior felicidade em fazer parte do processo – Felicidade dá lucro, como diz Marcio Fernandes, ex CEO da Elektro.

Em recente pesquisa* da Escola de Engenharia de São Carlos (EESSC) da USP, mostrou que a gestão humanizada melhora os resultados sociais e financeiros de uma empresa.

Os números apresentados pela pesquisa são bastante significativos: As empresas humanizadas agradam tanto a clientes quanto a colaboradores, com um índice de satisfação de 240% superior por parte dos clientes e níveis de 225% maiores de bem-estar entre os colaboradores, fazendo com que em um período de 4 a 16 anos, elas alcancem mais que o dobro de rentabilidade financeira em comparação com a media das 500 maiores empresas do País.

Um outro dado interessante é que uma gestão humanizada reduz drasticamente a rotatividade dos colaboradores significando que é a melhor solução para retenção de talentos, além da redução de afastamentos por motivos variados.

A humanização do ambiente corporativo não é difícil, mas exige transparência, coerência e ações em todos os níveis da organização e, certamente terá melhor aderência se houver uma conscientização e capacitação constante dos colaboradores.

Para início da implantação alguns princípios devem ser priorizados:

  • Princípio de Justiça

Este princípio está relacionado com a coerência e justiça na avaliação das condições dos colaboradores, bem como nas premiações que devem alinhadas com a contribuição real de cada colaborador no desempenho geral.

  • Princípio de Segurança

Todo colaborador deve se sentir livre dos receios comuns no mercado de trabalho que vão desde a insegurança funcional até a ansiedade causada por desconhecer o seu real papel no processo e o que realmente se espera de sua atuação profissional. Ambientes onde os colaboradores não têm voz ativa, têm medo de se manifestar não favorecem uma gestão humanizada.

Empresas que não sabem ouvir seus colaboradores, não são empresas democráticas, portanto também não estão relacionadas entre aquelas que buscam uma gestão humanizada, pois ambientes não democráticos geram insegurança.

  • Princípio da Autonomia

O modelo de comando e controle já não deve fazer parte da nova gestão, pois além de ser provadamente ineficiente, torna-se um sinal de desconfiança da empresa em relação ao colaborador.

Os modelos de gestão humanizados priorizam um alto índice de autonomia aos colaboradores, pois se estes realmente se sentirem como parte importante do processo, comportar-se-ão como verdadeiros investidores em suas áreas.

Quando o colaborador se sente prestigiado e respeitado em suas expertises, o seu desempenho será mais seguro e com maior produtividade.

 

Estes três princípios são os passos iniciais para as organizações de qualquer porte que queiram humanizar a sua gestão. Após sedimentados estes princípios, outros se farão necessários, muitos dos quais característicos da área de atuação da empresa em questão

*Fonte:  http://bit.ly/2RCd1SQ

 

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