A Arte de Viver Plenamente — um caminho que une propósito, sabedoria e transcendência
- Cleyson Dellcorso
- 13 de out.
- 2 min de leitura
Vivemos tempos em que quase tudo parece estar ao alcance das mãos — mas nem sempre ao alcance da alma. Muitos chegam a uma fase da vida em que conquistaram o que buscaram, e ainda assim sentem um vazio sutil: uma pergunta silenciosa sobre o que realmente importa. É nesse ponto que começa a verdadeira arte de viver.
Viver plenamente não é colecionar experiências, e sim cultivar presença e coerência. É sair do piloto automático e reconectar-se com o que dá sentido às escolhas. É uma arte porque exige prática, discernimento e coragem para olhar para dentro — e não apenas para fora.
Bastam 3 passos para começar:
O primeiro passo é o propósito: compreender qual é o eixo que orienta sua vida. Sem propósito, dispersamo-nos em múltiplas direções e perdemos o fio condutor do existir. Viver com propósito é agir de forma coerente com o que se acredita essencial, mesmo quando o mundo aponta para o contrário.
O segundo pilar é a sabedoria, que nasce do diálogo entre experiência e reflexão. Sabedoria não é acumular conhecimento, mas transformar a vida em aprendizado. Como dizia Sêneca, “não é que tenhamos pouco tempo, é que o desperdiçamos”. Saber viver é escolher bem — o que pensar, o que sentir, o que cultivar.
Por fim, a transcendência: ir além do próprio eu e reconhecer-se parte de algo maior. Transcender é encontrar serenidade no meio do caos, é ver sentido nas perdas, é participar do fluxo da vida com gratidão. É aqui que a vida deixa de ser mera sobrevivência e se torna expressão de plenitude.
Viver plenamente é uma construção diária. Uma arte que se aprende, pratica e aprofunda com o tempo.

E talvez a maior conquista da maturidade seja justamente essa: descobrir que a verdadeira realização não está em TER mais, mas em SER mais.



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